EM CAUSA UMA AUTO-ESTRADA DE COIMBRA PARA VISEU POR TONDELA Imprimir
Escrito por Zé Beirão   
Sex, 03 de Julho de 2015 16:07

Com uma nova auto-estrada o IP3 será alternativa não portajada

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José António de Jesus responde ao “Beirão Online”

Com o comunicado enviado pelo Município, onde se congratulava com o anúncio da alternativa em perfil de auto-estrada, sem privar a região do IP3, coloquei ao presidente José António de Jesus, algumas questões que tinham a ver com a totalidade do troço da auto-estrada, desde Coimbra a Viseu, por Tondela e não apenas de Coimbra a Santa Comba Dão.

O autarca diz que o que “mais importa registar que aquilo que menos importância tem é saber o nome que será dado à auto-estrada”, porque não era isso “que nos move ou nos inquieta”.

Aqui, estamos de acordo, embora, para mim, tenha que seria mais correcto que a filosofia de ligação atendesse ao troço já feito da A24 Chaves-Viseu e, a ligação a Coimbra, com a mesma designação.

Diz o presidente que “durante anos, à volta da semântica da discussão dos traçados, dos anúncios e das anulações de concurso, o que é um facto é que há mais de dez anos se espera por uma solução que facilite a mobilidade local e regional. A este propósito, convém  termos presente o que sempre defendeu o Presidente do Município de Tondela, isto é, que a existir uma via com perfil de auto-estrada, se a mesma, utilizasse troços do actual IP3, esses mesmos troços não podiam ser portajados; sendo que, novos troços têm de ser enquadrados no princípio do utilizador-pagador”.

E acrescenta: “Ora, se não queremos pagar todos aquilo que só alguns utilizam, se não queremos mais Parcerias Público Privadas, e se queremos que os riscos estejam do lado do investidor privado, teremos que compreender quais as soluções que possam gerar interesse por parte dos privados. Estes, a construírem uma auto-estrada entre Santa Comba Dão e Viseu, só a fariam se a mesma coincidisse com o actual troço do IP3 entre estas mesmas localidades”.

Para o autarca, “nessas circunstâncias, à volta de Tondela, não existira alternativa de circulação que não fosse portajada. Ora isso seria um forte entrave ao desenvolvimento do nosso concelho e da nossa região”.

A satisfação do autarca, com o anúncio, é compreendida, sabendo que, em paralelo com a construção da auto-estrada, “também se tem a forte convicção de que haverá a beneficiação do IP3 (Santa Comba Dão - Tondela) dentro das disponibilidades orçamentais do país”.

José António de Jesus diz, a terminar, que “é bom reconhecer que se não é possível ter uma auto-estrada em paralelo com o IP3, se tenha conseguido o que de melhor se poderia conseguir, a não ser que alguém desejasse que, com a construção da auto-estrada, se esta coincidisse com o IP3, fossemos privados do IP3. Portanto, mais do que especulações ou estados de alma, é bom que se olhe para o mundo real e se saiba valorizar o que se conquista”.

Julgo que, finalmente, já percebi. A nova auto-estrada ligará Coimbra a Viseu, por Tondela, isto é um dado adquirido. Quando se fala na auto-estrada Coimbra/Santa Comba Dão, é uma via nova que poderá, ou não, aproveitar troços do IP3 e que, a serem aproveitados, não serão portajados.

A partir de Santa Comba Dão para Viseu, se a auto-estrada coincidisse com o IP3, os cidadãos estavam privados de alternativa e teriam que pagar portagens. Não coincidindo, tudo bem, a via pode ser portajada até Viseu.

Por outro lado, o presidente deseja que, assim que haja uma oportunidade, seja requalificado o troço do IP3 entre Santa Comba e Tondela, para que a alternativa também seja uma estrada mais segura.

É assim, senhor presidente? Espero que sim…