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Escrito por Administrator   
Dom, 24 de Outubro de 2010 12:46

graca_pinto.jpg Nos últimos dias, a França foi palco de um vigoroso protesto social que trouxe para as ruas cerca de 3 milhões e meio de pessoas. Por todo o país tiveram lugar greves, bloqueios e marchas lentas contra o aumento da idade de reforma. O protesto  foi particularmente sentido nos transportes de pessoas e mercadorias  e na distribuição de combustíveis, sendo que muitas refinarias pararam e  2750 bombas de gasolina ficaram inoperativas.

Os estudantes do ensino secundário  juntaram-se à contestação e  a mobilização nos liceus bateu todos os recordes , tendo sido detidos centenas de jovens. Há mesmo quem, a propósito desta mobilização, se lembre dos protestos estudantis que ocorreram no Ensino Superior, em  Maio de 68 .

Entretanto, a contestação em França não constitui um caso isolado. Na Grécia, em Espanha e um pouco por toda a Europa têm tido lugar  protestos contra as políticas de  austeridade  que    traduzem a  submissão   dos diversos governos e das instâncias europeias aos interesses financeiros.    Portugal, por se turno, será palco de uma greve geral no dia 24 de Novembro.

Todas estas jornadas de luta   evidenciam a recusa das políticas neoliberais e  constituem a afirmação de uma profunda desconfiança nos governos que, de há muito, vêm impondo sacrifícios aos povos europeus em nome de uma recuperação económica e financeira que nunca mais chega!

Os chefes dos governos grego e francês responderam  à mobilização popular com a repressão, mas  a história tem demonstrado à saciedade que a força da razão não cede à força  das bastonadas e tudo indica que  as vozes que por toda a Europa exigem  respeito pelos dos direitos laborais e sociais se farão ouvir  cada vez com mais pujança!