DIOCESE DE VISEU EM TEMPO DE MUDANÇA com a resignação de D. Ilídio Leandro e a chegada de novo Bispo

Ilídio Pinto Leandro deixa de ser o Bispo de Viseu, para se tornar, apenas, bispo emérito, pretendendo, ainda, a atribuição de uma paróquia a escolher. Não quer viver à “sombra da bananeira”, até porque a sua “reforma” são 300 euros!

Recorde-se que, em devido tempo, teria solicitado a dispensa das funções que desempenhava há 12 anos, por motivos de doença e, neste transe, teria acolhido, com alegria, a nomeação do novo Bispo de Viseu, pelo Papa Francisco e já saudou o seu sucessor – padre António Luciano Santos Costa, da Diocese da Guarda, que ocupará o seu novo posto em 22 de Julho, próximo.

No encontro habitual com a comunicação social do distrito, no dia 10 de Maio, na Casa Episcopal, para apresentar a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, D. Ilídio Leandro teve a oportunidade de falar da sua sucessão, com um relato do seu episcopado e respondeu às questões levantadas pelos jornalistas.

Na pele de bispo emérito da Diocese de Viseu, Ilídio Leandro quer continuar a ser prestável à vasta comunidade religiosa da região, não devendo estar “à sombra da Bananeira”, como disse.

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“É uma obrigação pessoal, eu não viver à sombra da bananeira”, acrescentando que seria injusto, “podendo, estivesse a receber um salário sem trabalho”. “E a reforma que vem do Estado é tão pequenita (cerca de 300 euros) que eu tenho medo de, para além de não fumar, também ter que deixar de tomar café para poder viver”, acrescentando ter igualmente receio de não poder tomar os medicamentos que os médicos lhe receitam.

A sua vontade de voltar a paroquiar já foi dada a conhecer ao papa e também a António Luciano, sendo o seu sonho ajudar o novo bispo e a diocese de onde é natural, “enquanto puder”.

António Luciano dos Santos Costa, vigário episcopal para o clero da Diocese da Guarda, foi nomeado a 3 de Maio pelo papa como novo bispo de Viseu. Nasceu a 26 de Março de 1952, em Corgas, freguesia de Sandomil, concelho de Seia.

A ordenação episcopal está marcada para o dia 17 de Junho, às 16h00, na Sé da Guarda e o início da actividade como bispo de Viseu, para o dia 22 de Julho.

“A verdade vos tornará livres”

Dissecando a Mensagem do Papa para o 52.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, D. Ilídio refere que, no centro do papel e da missão dos jornalistas estão as pessoas e que a comunicação é veículo de expressão da própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem.

O Papa deseja que se promova um “jornalismo de paz”, que acrescenta, não significa ser um jornalismo “bonzinho”, “que negue a existência de problemas graves”, mas um “jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas”.

O papa deseja “um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz”.

Hoje, fala-se das fake news, as “notícias falsas” – razão maior – diz o papa Francisco – para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

A Eutanásia na ordem do dia

No seu encontro com a comunicação social, o agora bispo emérito de Viseu, teve tempo para falar da Eutanásia, ou seja, a morte assistida, que um projecto de lei, no parlamento, pretende fazer aprovar, ao arrepio da Constituição Portuguesa, no seu artigo 24, quando diz que “a vida humana é inviolável”.

Para tanto, fez entregar aos jornalistas, um folheto que vai ser profusamente distribuído pela Diocese, com um texto elaborado com base no documento publicado pela Conferência Episcopal Portuguesa – “Perguntas e Respostas sobre a Eutanásia”.

Nesse folheto, estão questionadas perguntas, como “O que é?”, “É lícito provocar a morte de uma pessoa a seu pedido?”, “É lícito provocar a morte para eliminar o sofrimento?”, “A vida tem apenas um valor individual?”, “Quais as necessidades do doente em fim de vida?”. “Quais as consequências da legalização da Eutanásia?”, “A legalização da Eutanásia é um processo civilizacional?”.

 

 

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