FINALMENTE, MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA DEMITE-SE

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  • Ao cabo de muita polémica, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, pediu hoje (3 de Dezembro) a demissão do cargo que ocupava desde Outubro de 2017.

Já o devia ter feito aquando da morte de um cidadão estrangeiro nas instalações do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras), com a agravante do Estado, através dos impostos dos portugueses, ter que indemnizar a família da vítima em centenas de milhares de euros.

Pelo meio, houve, ainda, o escândalo das armas de Tancos e, ultimamente, o caso de militares do Exército Português, que estiveram destacados na República Centro Africana e que não se portaram bem.

A demissão, vem na sequência da acusação de homicídio por negligência do Ministério Público ao seu motorista pelo atropelamento mortal de um trabalhador da autoestrada A6, em Junho deste ano. O ministro tinha dito que era “um passageiro” quando, na verdade, era um membro do Governo que se fazia transportar numa viatura topo de gama, chamada ao serviço do Estado.

Numa declaração aos jornalistas, em Lisboa, onde fez um balanço do seu mandato, Eduardo Cabrita referiu-se ao acidente que provocou a morte de um trabalhador na auto-estrada, dizendo que “mais do que ninguém” , lamenta “essa trágica perda irreparável” e deixou críticas ao “aproveitamento político que foi feito de uma tragédia pessoal”, algo que disse ter observado “com estupefacção”.

  • A CULPA NÃO PODE MORRER SOLTEIRA

Refira-se outro Ministro da Administração Interna, Jorge Coelho, de saudosa memória, que se demitiu, imediatamente, após a tragédia de Entre-os-Rios, com a queda da ponte, no concelho de Castelo de Paiva, em que perderam a vida dezenas de pessoas que, dentro dos carros, caíram ao rio. 

Nessa altura, Jorge Coelho disse que “a culpa não pode morrer solteira”…