OPORTUNIDADE HISTÓRICA

Abro aqui um parêntesis, para dizer que apesar de tudo o actual Presidente da Câmara, Carlos Marta, conseguiu desbloquear através de um “entendimento fantástico”, como ele disse, os terrenos da Quinta da Mata para a implantação do Parque Urbano, uma obra que, mesmo tardia, muito veio valorizar a nossa Cidade e dar-lhe a verdadeira tonalidade de uma urbe moderna e atraente, este, só com o andar dos anos, poderá melhorar a sua oferta de novas valências e mancha verde, com a sistemática plantação de mais árvores, já que falta muita sombra para abrigar dos rigores do estio, aqueles que necessitam de frescura para cavaquear ou descansar.

E viu-se, no Domingo, dia 23 de Maio, a quando do concerto de Bandas, que as pessoas se refugiaram longe do palco improvisado, na procura das poucas sombras ainda existentes.

É certo e sabido e o Presidente da Câmara afirmou-o na devida altura, que teria havido uma nova abordagem do Município aos herdeiros do Dr. Adriano Cardoso, para a cedência de uma faixa de terreno, logo a seguir à Mata, para nascente e ao lado da Avenida da Feira, actual Rua Comandante João de Matos Ferreira, a ligar o Chafariz da Sereia, em Alameda verdejante com o referido Parque Urbano.

Disse Carlos Marta que, o melhor que foi conseguido, foi a cedência de um corredor de cinco metros de largura, alargando-se, como se anda a alargar, a Rua da Feira mas que, tal alargamento, termina logo na curva do entroncamento com a Rua Tomaz Ribeiro.

Haverá, apesar de tudo, espaço para a introdução de um passeio para peões e o natural aparcamento até ao portão da Mata e de acesso aos restantes terrenos dos herdeiros da Família Almeida Cardoso.

Subjaz, desta situação, que fica, desde o acesso à feira, ao Chafariz da Sereia, um espaço exíguo, que mal dá para aparcamento de algumas viaturas, em frente a um Supermercado e não dará, como se pode verificar, para a introdução de um passeio para peões.

Carlos Marta assevera que não conseguiu demover os herdeiros da Família Almeida Cardoso, para a cedência de uma faixa mais ampla, de modo a desembocar no Chafariz, dando, desta forma, uma entrada que justificaria e merece, o novo Parque Urbano da Mata.

MAIS “TONDELISMO”… É PRECISO!

Dói-se-me o coração, ao ver que as máquinas procedem à retirada do antigo e inestético muro, tirando a terra e alargando os tais cinco metros até à rua principal mas, não passará daí, ficando eu, pois, a perorar, que se perde uma oportunidade histórica para completar um arranjo urbanístico que a Cidade bem merecia, até em homenagem à memória do Dr. Adriano Cardoso e seu pai, o também benemérito, João Cardoso.

Estou a ver que, com a continuação do alargamento até ao Chafariz da Sereia, haveria espaço para a introdução de um passeio para os peões que ali têm, tendo que transitar pelo espaço destinado aos automóveis, o mesmo que dizer, na faixa de rodagem e um aparcamento em toda a extensão do melhoramento.

Fico triste, porque, avançando o progresso na velha e designada Calçada da Feira, se volta ao retrocesso, com aquele alto e inestético muro até ao Chafariz e a impedir um urbanismo são e escorreito.

Com um pouco mais de “tondelismo”, de desejar o melhor para a nossa Terra, seria mais um sacrifício de boa vontade, não só para a Câmara e para com os tondelenses, mas também para um visual citadino que ficará, por tempo indeterminado, a não ser aquele que os olhos de toda a gente que gosta da sua terra, desejaria.

É, pois, uma oportunidade histórica que Tondela perde e aqui, não sei se definitivamente.

Finalizando, dizer, o que já está feito, é muito bom, mas o que fica por fazer e, a ser feito nesta altura, seria óptimo.

De qualquer modo, uma palavra de reconhecimento a Carlos Marta, pela tentativa de ter desejado completar os arranjos de que falei, ou seja, todo aquele espaço do Chafariz até à Mata e que seria uma mais valia para a nossa Cidade.

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