Balanço feito pelo Comando Distrital de Operações de Socorro. Concelho de Tondela “arrasado” pelas inundações e quedas de árvores
Chuva intensa, granizo de grandes dimensões e trovoada marcaram a última noite de sábado (12 de Junho) na região de Viseu, segundo o “Jornal do Centro” (JC).
Segundo o balanço feito pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) ao JC, por volta das 9h00 desta manhã de domingo, no distrito de Viseu foram registadas cerca de 50 ocorrências, entre as 19h00 e as 23h30.
O concelho de Tondela terá reportado mais “estragos”. Ao Jornal do Centro, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela, Nuno Pereira, confirmou que “imensas ocorrências” apareceram depois das 19h00. “São inundações, queda de árvores, via pública completamente obstruída, trânsito cortado. É uma panóplia”, enumerou o comandante.
Castro Daire, Cinfães, Nelas, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Viseu e Vouzela com quedas de árvores e inundações.
De acordo com a previsão do Instituto do Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o distrito de Viseu vai estar em aviso laranja entre as 12h00 e as 21h00 deste domingo (13 de Junho) por causa de aguaceiros intensos, granizo e trovoada pontual em algumas zonas da região.
- FIM DE TARDE INFERNAL
O “Beirão Online” viveu, na tarde de sábado (12 de Junho), entre as 18 e as 19 horas, um final de dia infernal.
Na pequena distância de 3 quilómetros entre Molelos e Tondela, uns pingos grossos no pára-brisas do seu carro, foram o prenúncio de um fim de tarde infernal para o director do Jornal, o jornalista Zé Beirão.
De um momento para o outro, o ribombar da trovoada forte, a abater-se na área da cidade e a queda de granizo em catadupa, de grandes dimensões, que mais pareciam pedras do tamanho de ameixas, tudo acompanhado por uma brutal tromba de água, que haveria, mais tarde, de causar inundações na sede do concelho, quedas de árvores, entre outras ocorrências.
A queda do granizo, mais parecia uma metralhadora a disparar, para tudo quanto fossem árvores, casas e carros, que mais parecia que estavam a ser corridos à pedrada. O barulho no tejadilho, provocado pela queda do granizo, era ensurdecedor. Durante uns 7 ou 8 minutos a minha viatura foi fustigada sem piedade, não havendo, nas imediações, qualquer abrigo para meter o carro, o que só pôde acontecer sob a cobertura do parque de estacionamento do “Continente”, que haveria de sofrer uma inundação e ter de mandar evacuar as instalações e fechar a loja.
Do mesmo modo, as árvores viram-se fustigadas pelas pedras do granizo, o que provocou ramos partidos e imensa folhagem nas estradas e ruas da cidade. Noutras situações, as pedras destruíram completamente algumas coberturas de plástico, com mais incidência, no posto de lavagem de viaturas do antigo “Ponto Final”, com a cobertura toda partida, sofrendo um grande prejuízo, como revelou o proprietário António Gouveia.
Olhado e remirado o meu pobre carro, verifico que os prejuízos são grandes ao nível do capô e do tejadilho, com imensas amassadelas provocadas pelas pedras de granizo, que mais pareciam balas. Também um dos farolins traseiros ficou esburacado.
Outros condutores se queixaram da mesma situação. Foi uma coisa inusitada, numa experiência que nunca tinha tido até então, o ser fustigado e apedrejado pelas “balas” de granizo, que iam pejando o chão, como que parecendo neve.









