BOLA AO CENTRO !

Chega ao seu términus, no final desta semana, marcada pelas celebrações no santuário de Fátima, a derradeira jornada da I Liga do futebol nacional, outrora o Campeonato Nacional da I Divisão, onde milita, há quatro épocas consecutivas, o Clube Desportivo de Tondela.

Recorde-se, aqui, que o seu antigo treinador, Petit, teria feito promessa de ir a Fátima, para que a equipa não fosse despromovida, um acontecimento que marcou, nessa altura, a história riquíssima e invejável, do já velhinho emblema da sede do concelho, cuja criação se fica a dever, com o Operário Atlético Clube, ao extinto Tondela Futebol Clube, fundado em 1925, antes da existência da própria Associação de Futebol de Viseu, cuja actividade de sucesso nunca foi interrompida nos 95 anos de futebol federado em Tondela.

E a equipa de “Primeira”, uma vez entre os “grandes”, tem-se mantido, com mais ou menos sobressaltos, ansiando os verdadeiros tondelenses e amigos do clube, que possa também manter-se na 5.ª época de 2019/2020 e poder continuar a valorizar Tondela e a dar nome à cidade e a toda a região.

Em termos desportivos da Liga maior do futebol nacional, o país está dividido em duas zonas, onde residem as melhores equipas, ou sejam Porto, a norte e Lisboa, entre o centro e o sul, com o Algarve a resistir.

O Porto e o Benfica, são os dois “pesos pesados” da competição, alternando, entre si, a conquista dos campeonatos, com Sporting a tudo fazer para atingir o mesmo registo com maior frequência. E a estes, quer juntar-se o Braga, na tentativa de, também ele, ganhar o estatuto de um novo “grande”.

As zonas mais desertificadas do país, o Nordeste, as Beiras e o Alentejo, cada vez mais têm ficado arredadas de aceder, com sustentabilidade, à I Liga portuguesa de futebol, pelo que, praticamente, do Porto a Lisboa, não existem emblemas capazes de conquistarem um lugar permanente nesse patamar.

Equipas que já foram de “Primeira”, como por exemplo o União de Leiria, a Académica de Coimbra, o Beira-Mar e o Académico de Viseu, têm tido as maiores dificuldades em regressar ao convívio dos “grandes” e algumas desceram ao Campeonato de Portugal (antiga 3.ª Divisão Nacional) e aos distritais, além de que, a falta de liquidez financeira de alguns destes clubes, tem sido o handicap do regresso aos seus tempos áureos.

Sem o Tondela, o centro seria um “deserto” desportivo !!

Os emblemas da zona centro do país, a Académica e o Académico de Viseu, na II Liga, esta época, ficaram longe dos seus objectivos de regresso ao primeiro patamar do futebol nacional, onde o Clube Desportivo de Tondela tem resistido, graças também à eficiente gestão dos recursos financeiros da instituição, pelos seus directores que, como se sabe, têm as contas do clube em dia, pagando, honradamente, a tempo e horas, a jogadores, equipa técnica e a fornecedores e aqui, honra ao mérito de Gilberto Coimbra, o seu principal timoneiro. Por tudo isto, a região centro bem merece continuar a contar com o Desportivo de Tondela na I Liga. Sem ele, é o “deserto” total…

Cada vez mais, o norte conquista lugares na I Liga, pois além dos clubes existentes, mais três se preparam para regressar e são eles, o Paços de Ferreira, o Famalicão e o Gil Vicente, este que tinha sido afastado na “secretaria”.

A não existência de clubes de “Primeira” em toda a zona centro, é como ver Portugal à noite de luzes apagadas numa vasta região do país, que gostaria de ter de volta os velhos emblemas que tanta história fizeram no futebol nacional.

No centro, desde 2015, apenas tem resistido o Clube Desportivo de Tondela que, este domingo, em casa, vai lutar pela permanência que, a consegui-lo, manteria acesa a chama da “bola ao centro”.  

LOTAÇÃO ESGOTADA

Segundo um post da TONDELA SAD, o Estádio João Cardoso já tem a lotação esgotada. para a recepção ao GD Chaves. sinal de apoio inequívoco ao emblema da Terra de Besteiros e Concelho de Tondela

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