LUTO MUNICIPAL EM TONDELA PELA MORTE DO ANTIGO PRESIDENTE DA CÂMARA LUÍS RIQUITO

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(foto de Zé Beirão)
  • O presidente da Câmara Municipal de Tondela determinou um dia de luto municipal, assinalado hoje, dia 3 de Maio, pela morte do coronel Luís Riquito, que foi presidente da Câmara Municipal de Tondela, de Janeiro de 1986 a Janeiro de 1990.

“Foi com grande consternação que tomámos conhecimento da morte do senhor Tenente Coronel”, fez saber José António de Jesus, em comunicado, adiantando que “muitos cidadãos de Tondela e não só tiveram oportunidade de conhecer e privar com o Dr. Riquito, militar exemplar, que prestou relevantes funções ao país, antes de desempenhar funções públicas que muito justamente o notabilizaram, ficando a imagem de um homem de trato fácil e sempre disponível para ajudar”.

O autarca acrescenta ainda que “pela sua postura e conduta ao longo da vida é reconhecido como um cidadão e profissional exemplar e um servidor da causa pública”.

Luís Fernando Gonçalves Riquito nasceu a 6 de Fevereiro de 1938, na freguesia de Parada de Gonta (Tondela), de que muito gostava, chegando a escrever artigos com o pseudónimo “Sagucho Rapada”, no Jornal “Notícias de Tondela”, sob a direcção de Joaquim Duarte Pereira.

Foi combatente na Guiné, onde foi ferido em combate, chegando a publicar, recentemente, um livro sobre essa sua passagem num dos piores palcos da guerra ultramarina.

O então Tenente-Coronel Riquito apenas cumpriu um mandato como chefe do executivo tondelense, porque o partido que o conduziu às cadeiras do Poder Local, lhe teria acenado com um novo cargo público, ligado à saúde, mas que não teria consumado, indo buscar o ex-autarca, António Tenreiro da Cruz, que se manteria em funções até ao virar do século, que acabaria por deixar o caminho livre ao novo autarca, Carlos Marta Gonçalves, que, com zelo e eficiência notáveis, cumpriu três mandatos, deixando um concelho e uma cidade, muito mais desenvolvidos.   

Morreu um Homem Bom. Paz à sua alma.