MAIS DE 9 MILHÕES DE EUROS é o saldo de gerência em 2018 da Câmara Municipal de Tondela

A Câmara Municipal de Tondela acaba de aprovar as contas relativas a 2018, ano que o Município encerrou com um saldo de gerência de 9.116.114,60 euros.

As contas foram aprovadas durante a reunião do executivo na manhã de 23 de Abril, contando com cinco votos a favor (PSD) e dois votos contra dos vereadores da oposição (PS).

“Os indicadores financeiros expressos nos documentos da conta de gerência atestam a sustentabilidade financeira do Município de Tondela, num quadro de rigor, responsabilidade e transparência”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus.

  • OBRAS PARADAS PARA DAR PRIORIDADE À RECONSTRUÇÃO
  • DAS CASAS ARDIDAS EM 2017

Ao longo da sua intervenção, José António de Jesus reconheceu que é seu desejo que “o grau de execução de algumas obras seja acelerado”, no entanto, “esse indicador foi secundarizado em 2018, face à emergência da necessidade de recuperação no pós incêndios, cuja tragédia foi bem conhecida”.

Sobre o endividamento a médio e longo prazo, o presidente da Câmara Municipal de Tondela, explicou que baixou em quase 800 mil euros, passando dos 5,1 milhões de euros em 2017 para os 4,4 milhões de euros a 31 de Dezembro de 2018.

“Já o disse e repito que, no final deste ciclo, o endividamento será menor que no início do ciclo. O município tem uma margem de 4 milhões de euros por utilizar e quem dera a muitas autarquias, à nossa escala, terem este indicador”, sustentou.

O grau de execução orçamental da despesa é de 62,5%, enquanto que o grau de execução orçamental da receita é de 87,08%.

Já em relação ao prazo médio de pagamentos da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus informou que ronda os 15 dias.

A reunião serviu ainda para aprovar, por maioria, a segunda revisão ao orçamento e grandes opções de plano de 2019.

  • A POSIÇÃO DOS VEREADORES DO PS
  • FACE ÀS CONTAS DE GERÊNCIA DO MUNICÍPIO

Em nota de imprensa dirigida à comunicação social, os vereadores do PS, Joaquim Santos e Júlio Rodrigues, dão conta da sua tomada de posição, na apreciação que fazem do Relatório de Gestão de 2018 e a 2.ª Revisão Orçamental e das Grandes Opções do Plano do Município.

Dizem eles que, após a sua discussão, votaram contra estes documentos, justificando assim, resumidamente, o seu sentido de voto:

“O saldo de gerência, expurgado dos valores das operações de tesouraria, de 8.085.995 euros, é fruto de uma má gestão do orçamento de 2018, pior que a execução de 2017, que tinha resvalado num incumprimento de cerca de 7,4 milhões de euros”.

Não estando em causa a verdade contabilística, dizem que “é lamentável uma execução orçamental da receita, que foi de 87,08%, penalizada pela censurável execução da despesa que não foi além dos 62,05%, essencialmente devido ao quase total falhanço da utilização de fundos comunitários aprovados pelo PDR 2020, que representariam um investimento de cerca de 9 milhões de euros, mas adiados”.

  •  “INCÊNDIOS NÃO PODEM SER DESCULPA”…

Para os socialistas, “os incêndios não podem, nem devem ser desculpa para mascarar o insucesso da governação municipal” e que, “mais grave, até arrepiante, é o grau de execução das receitas de capital, que ficaram abaixo dos 34%, enquanto as despesas de capital mal chegaram aos 41%, porque estamos a falar de desvios orçamentais de quase 3 milhões na receita e 6,5 milhões na despesa”.

Além de que, “a Revisão Orçamental e modificação das Grandes Opções do Plano que incorporam os valores da má gestão do ano anterior, não passam de uma réplica dos antecessores que, em vez de serem um instrumento rigoroso de trabalho, não passam de um disfarce com o propósito de atirar a conclusão das grandes obras lá para final do mandato, prejudicando os benefícios em favor dos calendários eleitorais”, concluíram os vereadores socialistas.