EMISSORA DAS BEIRAS – 80 anos de um projecto radiofónico credível e de sucesso !!

Tudo o que é credível e bom para uma vasta região, tem sempre a maior aceitação das gentes a quem se destina, como projecto de várias metamorfoses, mas sempre, sempre, caldeado no aperfeiçoamento de uma estação de rádio, que teve o seu início em Maio de 1939 e que hoje, se projecta em todo o mundo.

E assim, aconteceu festa, este último Domingo, dia 26 de Maio, em que a actual Emissora das Beiras (EB), comemorou 80 anos de bons serviços à vasta comunidade onde se insere, através de um almoço convívio que juntou mais de uma centena de amigos da nossa rádio, sediada no concelho de Tondela, ouvida além-fronteiras.

O presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus, juntou-se à festa de aniversário, que decorreu na Associação Recreativa Cultural e Desportiva de Pedronhe (Santiago de Besteiros), destacando a importância da rádio Emissora das Beiras no concelho e na região.

“É um dos principais instrumentos de comunicação social da nossa região. É um exemplo de independência e informação ao serviço da região e das populações, por isso vos felicito”, referiu.

Durante a tarde, foi ainda feita uma homenagem ao director de programas da Rádio, Joaquim Luís Cleto Lopes da Rosa (o Lopes da Rosa, como é conhecido), por parte da sua esposa, Maria Helena e filhos, a jornalista Marta Catarina e Joaquim Luís, radicado na Holanda, realçando o seu “empenho e dedicação”, ao projecto radiofónico instalado na vila do Caramulo há 80 anos.

O almoço convívio que se prolongou pela tarde dentro, contou com animação musical a cargo de Carla Maria, Jorge Andrade, Gabriel e o filho Gaby, exímios, também, no acordeon e Cristina Ardisson.

Presente esteve igualmente o conhecido cantor Marco Paulo que, como se sabe, apenas canta com a sua banda, amigo da rádio.

A DESERTIFICAÇÃO DO INTERIOR COM O ENCERRAR DE SERVIÇOS PÚBLICOS

No início do almoço, Lopes da Rosa, quis denunciar, alto e bom som, que a região e o interior do país, longe dos grandes centros de decisão, está a sofrer com a desertificação, com consequências dramáticas para as suas gentes e para as suas terras.

Lopes da Rosa falava do “desaparecimento de infraestruturas de âmbito social  e não só, como os postos da GNR, as extensões de saúde, as escolas, os serviços dos CTT, as instituições bancárias, levando os mais jovens a abandonar as terras dos seus pais e dos seus avós, em direcção às grandes cidades do litoral e até a outros países para aí tentarem encontrar aquilo que o seu próprio país lhes tem negado”.

Para si, as pequenas empresas de comunicação social, também sofrem com os “efeitos da interioridade, algumas delas já desaparecidas ou na iminência de desaparecerem e sem qualquer ajuda da parte do Estado, apesar do serviço público que vão prestando às populações”.

“INDEPENDENTE, PORTUGUESA E BEIRÃ

“Este projecto, que dá pelo nome de Emissora das Beiras, que conta já com 80 anos de vida, vai seguindo em frente, apesar da falta de apoio das entidades oficiais e pelas exigências do excesso burocrático imposto às pequenas empresas de comunicação social”, sustentou o experimentado radialista.

“Apesar dos sacrifícios” (e desse alheamento das entidades) Lopes da Rosa mostra-se resiliente e não quer parar, dizendo “seguir em frente, com firmeza e determinação, no cumprimento do Estatuto Editorial (da EB) e mantendo o nosso lema: Rádio Independente, Portuguesa e Beirã”…

Que continue, por muitos mais anos, como projecto credível no concelho de Tondela, na região das Beiras e em Portugal.

 

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