Fundo da Câmara Municipal de Tondela devolvido ao concelho
Já se encontra no Arquivo Municipal o Fundo da Câmara Municipal de Tondela que foi doado, com contornos obscuros, em 1943 à Universidade de Coimbra, que manteve, na sua posse durante 82 anos.
Este espólio, que engloba uma enorme quantidade de documentação, foi devolvido a Tondela, após meses de contactos entre o município e os responsáveis do arquivo daquela instituição de ensino superior, levados a cabo pelo vereador da cultura João Carlos Figueiredo, a quem é de agradecer, não obstante ser sua obrigação zelar pelo património cultural do Município.
Este regresso a casa de um conjunto de fontes documentais que testemunham mais de dois séculos de vida administrativa, política e social do concelho constitui um momento verdadeiramente marcante para Tondela.
É com enorme satisfação e profundo respeito pela nossa história, que encerramos a recuperação destes documentos importantes e que devolvemos às pessoas de Tondela a sua história, criando ao mesmo tempo oportunidades para a educação, para a investigação e para o reforço da identidade cultural do nosso concelho.
O Arquivo Municipal recebeu os fundos da Câmara Municipal de Tondela (com o do antigo concelho de Besteiros de que foi sede) e dos concelhos de Mouraz, São João do Monte, São Miguel do Outeiro, da Administração do Concelho de Tondela, da Administração do Concelho de São João do Monte, da Administração do Concelho de São Miguel do Outeiro, da Junta de Paróquia do Mosteirinho e da Junta de Paróquia de Santa Eulália.
TESOURO HISTÓRICO INESTIMÁVEL
Este espólio, que abrange o período de 1706 a 1937, representa um tesouro histórico inestimável, contendo informações que contam a evolução do território, das instituições, das comunidades e dos seus desafios e conquistas.
O Arquivo Municipal de Tondela está agora mais rico, contendo documentos não só de relevância local, mas também valor patrimonial a nível nacional.
Toda esta documentação, após a sua catalogação e classificação, vai estar disponível para consulta pública e investigação, abrindo as portas ao conhecimento. Estudantes, historiadores, professores, curiosos e o cidadão comum poderão aceder a fontes primárias que até agora se encontravam fora do território.
O concelho passa, assim, a oferecer condições únicas para o estudo de um período chave da nossa história, entre os séculos XVIII e XX, promovendo não apenas a valorização do património, mas também o incentivo à investigação científica e ao envolvimento da comunidade.
Com o seu acervo documental enriquecido com este regresso do Fundo da Câmara Municipal de Tondela, o Arquivo Municipal encontra-se a fazer o caminho em ordem a integrar a Rede Portuguesa de Arquivos (RPA), preservando e difundindo a memória colectiva nacional.
E AS MOEDAS DE OURO?
Os tondelenses em geral, quer sejam da cidade, das vilas e das aldeias, só terão de se regozijar com este regresso dos documentos históricos que pertenciam a Tondela, uma situação que foi denunciada por nós, no livro “BESTEIROS – a odisseia de um Povo”, da autoria de ZÉ BEIRÃO, lançado em 30 de Novembro de 2024, em parceria com a Câmara Municipal de Tondela.
Foi, sem dúvida, uma grande conquista, assim acontecesse com outras histórias da nossa cultura, como por exemplo a criação de um Centro Interpretativo do Rio Dinha, no antigo Lagar de azeite, recordando a Comenda de Santa Maria de Tondela, respeitante aos moleiros dos moinhos da Ponte do Dinha, porque aquilo que lá se encontra, é menos do zero.
E as invasões francesas? Onde estão, na cidade, essas referências?
Uma outra coisa que não deveria ser esquecida, a devolução das moedas de ouro imperiais (romanas) que foram depositadas no Museu Machado de Castro, em Coimbra, encontradas pelo Dr. António Almiro, no Castro de Nandufe?









