MAXIMIZAÇÃO DA DEFESA DA FLORESTA como preocupação da Comissão Municipal de Tondela

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A Comissão Municipal de Tondela da Defesa da Floresta, reunida para o efeito, no salão nobre dos Paços do Concelho de Tondela, tomou medidas concretas cujo principal o objectivo, é o planeamento de acções que visam a defesa da floresta contra incêndios para o ano de 2019.

A reunião foi presidida pela vice-presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes, que tem o pelouro da Protecção Civil.

Em cima da mesa, esteve também a avaliação do Decreto-Lei nº 14/2019 de 21 de Janeiro e o relatório de monotorização do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) de Tondela.

Deve recordar-se que o PMDFCI de Tondela foi aprovado por unanimidade em reunião do executivo municipal a 13 de Dezembro de 2018 e em sessão ordinária da Assembleia Municipal de 17 de Dezembro de 2018.

Trata-se de um instrumento de planeamento que se pretende dinâmico e adaptado à realidade local, promovendo a “articulação das características sócio biofísicas com as dinâmicas e responsabilidades das entidades presentes no território municipal, de forma a efectivar as alterações necessárias que maximizem a Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI)”.

Esta ocasião serviu ainda para recolher recomendações para a melhoria do PMDFCI e para definir estratégias para o Plano Operacional Municipal (POM).

A ameaça dos eucaliptos persiste e com mais força

Depois dos incêndios de 2017, em que o concelho de Tondela foi dos mais atingidos, não só no domínio da mancha florestal, mas também do património edificado, com a destruição de centenas de habitações, alfaias agrícolas, fábricas, viaturas, passando pela própria morte de pessoas.

A mancha florestal foi quase completamente dizimada, mas no terreno, a ameaça do eucalipto, que renasce das cinzas e se propaga como se de centeio se tratasse, permanece ameaçadoramente, surgindo mesmo à beirinha dos caminhos e nas próprias bermas das estradas, rentinho ao alcatrão.

Como está amplamente reconhecido, só com a arranca pela raiz, evitará a propagação dessa espécie em sítios onde não é aceitável que exista, como à beira das estradas, dos caminhos, das habitações e das povoações.

É urgente que haja programas de arranca, em que envolva as autarquias locais, os proprietários e as entidades ligadas à floresta a nível do Município e do Estado.