Escola Profissional de Tondela debateu o futuro do ensino profissional em seminário

No âmbito dos seus 25 anos de existência e face às actuais gerações interactivas, inquietas e tecnológicas, às quais é necessário dar resposta, a Escola Profissional de Tondela (EPT) acabou de realizar, com grande sucesso, o Seminário “Ensino Profissional – que futuro”.

A sessão, contou com a moderação da Dr.ª Cecília Fragoso e do Eng.º José Dias.

Aconteceu no dia 23 de Fevereiro (última sexta-feira) no Auditório Municipal de Tondela, com a presença dos palestrantes Dr.ª Luísa Orvalho, consultora do Serviço de Apoio à Melhoria da Educação da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica do Porto e o Dr. José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, membro do Conselho Nacional de Educação, entre outros cargos ligados à qualificação e ensino profissional.

O Dr. Miguel Rodrigues, actual director da EPT, na circunstância, disse que o ensino profissional se caracteriza por ser “uma modalidade de ensino que traz valor acrescido aos seus alunos, que os acompanha e motiva, que adapta e molda, em função da rápida evolução da nossa sociedade e face ao qual existe um grande reconhecimento por parte dos jovens alunos, das suas famílias, mas também das empresas”.

Um novo paradigma e modelo do ensino profissional

Criado quase exclusivamente pela sociedade civil, “é hoje já uma fatia importantíssima do nosso sistema educativo e que representa, praticamente, 55% de todos os alunos do ensino secundário”, recordou.

Face à evolução do ensino profissional e considerando igualmente o seu posicionamento no sistema nacional de educação e atentas as perspectivas para o futuro, Miguel Rodrigues suscita a mobilização de todos e suas disponibilidades para estudar, discutir e analisar esta modalidade de educação e era, ali, naquela altura, o que se procuraria fazer, através de uma “reflexão para a mudança, cuja necessidade parte, também, do sentimento e dos anseios dos nossos alunos em busca de uma nova ambição, de um novo paradigma e de um novo modelo para o nosso ensino profissional”, como disse.

Nesse sentido, Miguel Rodrigues deixou elencados vários pressupostos de que o ensino profissional deve ser capaz de responder aos grandes desideratos da sociedade actual e futura, com uma escola que faça aprender, em vez de ensinar, apenas, e o aluno seja desafiado, permanentemente, a tornar-se construtor do seu próprio percurso.

E que possa, ainda, ser uma escola como “centro de investigação e de desenvolvimento, promotora de uma comunidade que seja envolvida nesse processo e onde as competências digitais são transversais e em que haja um propósito em todos os processos de aprendizagem”.

Criar profissionais e cidadãos responsáveis

Para Miguel Rodrigues, é nesses pressupostos, que as escolas profissionais têm vindo a reflectir sobre a sua estratégia e sobre a sua acção, procurando, por um lado, uma evolução das situações de aprendizagem e, por outro, uma certa ruptura – ou disrupção como está tão na moda dizer-se – em algumas dimensões, que confiram maior coerência entre as práticas pedagógica e o perfil de aluno que é mister construir.

No quadro do processo de evolução, o director da EPT deixou claro que devem ser considerados os projectos pessoais de cada aluno, a organização do seu tempo e os seus espaços pedagógicos, “adequando as nossas ferramentas de avaliação e certificarmo-nos de que as competências que a sociedade contemporânea nos impõe estão contidas nas situações de aprendizagem e, muito importante, que a empresas continuem o processo de construção individual do jovem aluno como futuro profissional, mas também como cidadão responsável”, concluiu.

  • PRÓXIMA NOTÍCIA DA EPT:
  • 25 anos de existência

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