GLIFOSATOS JÁ NÃO SÃO APLICADOS na maioria das freguesias de Tondela

A maioria das juntas e uniões de freguesia que compõem o concelho deixou de aplicar glifosatos, um herbicida que passou a ser substituído por soluções compatíveis com a legislação vigente.

Esta medida vem sendo aplicada ao longo do corrente ano na área urbana da cidade, mas também em diversas juntas e uniões de freguesia.

Este esclarecimento foi dado pelo presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus, durante a última reunião do executivo, que decorreu durante a manhã de hoje (28 de Maio) no salão nobre da Câmara Municipal de Tondela.

De acordo com o presidente da Câmara, este vem sendo um processo evolutivo, em que todos os autarcas têm vindo a ser envolvidos, dentro das especificidades de cada freguesia, dando o seu contributo para uma gestão ambiental sustentada em práticas amigas do ambiente.

“Trata-se de uma temática em que quisemos envolver os senhores presidentes de Junta, até pelo respeito institucional e pelas questões decorrentes dos contratos de delegação de competências, que arrastam para a sua esfera a manutenção e limpeza de algumas vias do concelho, mas também porque todos nós devemos ser co-responsabilizados em matérias de ambiente”, acrescentou.

Nas restantes juntas e uniões de freguesia, apesar de a abolição da aplicação do glifosato não poder ser concretizada de forma imediata, é vista como sendo um objectivo a concretizar de forma gradual.

APLICAÇÃO COM CONTROLO TÉCNICO

“Até que seja substituída, esclarece-se que esta aplicação é realizada com controlo técnico, assegurado pelos serviços externos contratualizados pelo município. São ainda observadas preocupações com linhas de água e demais áreas e circunstâncias consideradas sensíveis”, acrescenta.

Este tema é uma matéria que não surgiu agora, por qualquer agenda mais mediática, mas que já é observada, desde há alguns anos, por muitas freguesias.

José António de Jesus informou ainda que estando em análise o novo modelo de descentralização de competências, por força da legislação que deverá ser apreciada no quadro da descentralização, “esta matéria será equacionada/valorizada na dimensão do co-financiamento do Município”.

 

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