MUNICÍPIO DE TONDELA SOLICITA REUNIÃO COM INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL sobre suspensão da circulação no IP3

O presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus, enviou ontem uma carta dirigida ao presidente das Infraestruturas de Portugal, onde solicita uma reunião para ficar a conhecer o calendário e os planos de trabalho previstos para o troço do IP3, onde está suspensa a circulação automóvel no sentido Coimbra – Mortágua.

Na carta, o presidente da Câmara Municipal de Tondela sublinha que há sensivelmente três semanas que a circulação automóvel no IP3 foi suspensa no sentido Coimbra – Mortágua, depois de ter ocorrido um desabamento com derrocada na zona de Penacova.

“Tal circunstância, face às alternativas de circulação, tem gravosas consequências para toda a região e, em especial, para o concelho de Tondela. Os constrangimentos existentes têm um fortíssimo impacto na economia local, na mobilidade das pessoas e no acesso às empresas que aqui estão instaladas, além de dificultarem o acesso diário aos serviços de saúde e ao domínio universitário”, acrescenta.

De acordo com José António de Jesus, “visto tratar-se de uma questão de emergência, esperava-se que os trabalhos fossem realizados nos dias imediatamente a seguir, repondo a circulação nesta via com toda a celeridade”.

“Quase três semanas depois, esta suspensão na circulação mantem-se e não há sequer uma data previsível para a reabertura da ligação Coimbra – Tondela, que deveria ser vista como uma prioridade”, lamentou.

No documento enviado ao presidente das Infraestuturas de Portugal, o presidente da Câmara de Tondela refere ainda que se “impõe que o plano de trabalhos seja concretizado, com carácter de absoluta urgência, consolidando o talude em causa, para evitar novos deslizamentos, ao mesmo tempo que devem ser realizados os trabalhos necessários, nesse local, na via descendente, onde ocorriam obras de reabilitação”.     

“Neste troço, de pequena extensão, com a conclusão da aplicação de pavimento e recolocados os rails de segurança, já seria possível o retomar da circulação”, concluiu.