MUNICÍPIO DE TONDELA APOIA MANIFESTAÇÃO PELAS OBRAS NAS URGÊNCIAS DO HOSPITAL DE VISEU

A Câmara de Tondela anunciou que vai apoiar a manifestação agendada para este sábado (25 de Janeiro) em Viseu pelas obras nas urgências do Hospital de S. Teotónio.

Neste apoio, integra o projecto do centro oncológico, manifestando-se solidária com a acção que decorrerá no Rossio.

A cidade tondelense tem o Hospital Cândido de Figueiredo, que, à semelhança do S. Teotónio, também faz parte do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV).

GOVERNO NEGA O DIREITO DE ACESSO À SAÚDE

O apoio foi manifestado pela vereadora da Saúde, Sofia Ferreira, que referiu que a autarquia “não pode deixar de se associar” à iniciativa organizada pela Liga dos Amigos do CHTV e acusou o Governo de adiar o acesso ao direito à saúde. Num comunicado, a autarca sublinhou que a ampliação das urgências de Viseu teve financiamento garantido no quadro do Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial, aquando da negociação dos fundos comunitários da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.

“Só era necessário que o Ministério da Saúde assegurasse a contrapartida nacional, mas tal não aconteceu. Como todos sabemos, essa negligência testemunha-se quase diariamente nos meios de comunicação social, com inúmeros episódios de utentes a testemunharem que passam horas intermináveis para aceder a uma consulta no Serviço de Urgência, em condições pouco ou nada dignas”, referiu.

DOIS ANOS SEM QUE A OBRA ARRANCASSE

Sofia Ferreira lamentou ainda que “uma obra concursada tenha estado sem poder iniciar-se por falta de empenho do Governo, para uma verba de pouco mais de 50 mil euros por mês, admitindo que a mesma teria quase dois anos para execução”.

“Lamentamos que tal bloqueio, cativações e demais desrespeitos pelas populações e pelos profissionais de saúde tenha levado a que o adjudicatário, dois anos após ter formulado a proposta e ganho o concurso, desistisse de fazer a obra, porque as condições de preço se alteraram, donde resultará (em função do novo concurso a realizar) mais custos para os contribuintes, além de ter adiado por mais anos, uma obra que poderia já estar ao serviço das nossas populações“, destacou.