ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VISEU CONVOCA GRUPOS MUNICIPAIS POR CAUSA DAS URGÊNCIAS no Hospital de S. Teotónio

A Assembleia Municipal de Viseu vai convocar os grupos municipais para tomarem iniciativas relativamente à degradação do serviço de urgência do Hospital de São Teotónio, anunciou o seu presidente, Mota Faria.

“Moções já não chegam. Não podemos deixar que o problema caia”, afirmou Mota Faria, durante a reunião da Assembleia Municipal.

Segundo Mota Faria, “a questão da urgência tem sido tratada por este Governo de uma forma vergonhosa” e a Assembleia Municipal não pode ficar de braços cruzados, devendo exigir a prometida ampliação.

“A mesa vai convocar os grupos municipais para uma reunião sobre a questão da saúde e para fazermos o pedido à ministra de termos uma resposta até à próxima Assembleia Municipal”, afirmou, explicando que, para além da questão da urgência, o Governo deve também dar explicações sobre o atraso no projecto do centro oncológico.

Se as respostas não chegarem até à próxima reunião, “esta Assembleia Municipal não se pode ficar por moções, tem que dar voz ao sentimento das pessoas de Viseu e tomar as medidas que entenda, todos em conjunto, independentemente dos partidos, depois na sessão de Fevereiro ou na de Abril”, frisou.

Mota Faria lamentou que, devido à falta de condições do serviço de urgência para acolher tantos doentes, o conselho de administração tenha decidido não deixar entrar acompanhantes.

“É uma medida de gestão que tem de ser tomada em última instância, que é compreensível e com a qual eu estou de acordo tecnicamente, porque não há condições nas instalações”, acrescentou.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), considerou “desumana a forma como as pessoas são tratadas” naquele serviço.

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AJ Almeida Henriques

“As urgências estão adjudicadas há dois anos e meio e, na altura, o ministro das Finanças e a ministra da Saúde não desbloquearam as verbas para a contrapartida nacional”, recordou.

O autarca acrescentou que, quando as verbas foram finalmente desbloqueadas, “a empresa já não estava interessada em fazer a obra por aquele valor”, no entanto, “desde esse momento até agora, já passaram seis meses”.

“Isto é incompetência e falta de consideração para com os viseenses”, afirmou, garantindo que se a população quiser ir para a rua estará ao seu lado nos protestos.

Na sua opinião, está também na altura de o conselho de administração do hospital “fazer um ultimato ao Governo e dizer: ou os senhores resolvem isto até ao dia tal ou arranjem outro conselho de administração”.

Há cerca de um mês, Almeida Henriques pediu uma reunião à ministra da Saúde, com carácter de urgência, mas a mesma ainda não foi marcada.

AGORA, DIGO EU: As verbas não foram desbloqueadas, porque, desta forma, se equilibra o défice e, depois, os sorrisos e os abraços, resolvem. Mesmo assim, o PS ganha mais dois deputados em Viseu