Marcelo Rebelo de Sousa venceu ontem (24/1), com 62%, as eleições presidenciais, ganhando a confiança dos portugueses para mais um mandato de cinco anos.
André Ventura, candidato do Chega, constituiu a grande surpresa, dada a sua percentagem muito superior a eleições anteriores, sendo, inclusivamente, a figura mais falada, pelos restantes candidatos, em toda a campanha eleitoral.
André Ventura venceu em terrenos que eram socialistas e comunistas, como são os do Alentejo, ficando à frente de todos os outros candidatos da esquerda na maioria dos distritos. Foi por um triz que não ficou em 2.º lugar, à frente da socialista Ana Gomes.
Na hora dos discursos, André Ventura disse mesmo que não poderia haver um novo governo de direita sem o Chega.
A campanha foi marcada por um baixo nível de linguagem e manifestações violentas obrigaram a intervenção da Polícia.
A abstenção, com mais de 50%, constituiu a parte mais negativa destas eleições em tempo de pandemia.
No distrito de Viseu e no concelho de Tondela, Marcelo também ganhou, aliás, o Presidente venceu em todos os concelhos do país.
Para esta vitória, muito contribuiu o carisma pessoal do Presidente, que mantém uma postura de proximidade com os portugueses, comungando nas suas alegrias e nas suas tristezas, percorrendo o país de lés-a-lés.
Teve também o apoio dos partidos mais ao centro, o PSD e, também, de uma franja do PS, mais à esquerda, que não apresentou candidato próprio.









