José Luís Carneiro recebido em ambiente de festa pelos seus apoiantes
Neste último sábado, dia 31 de outubro, foi inaugurada na cidade de Tondela a nova sede do Partido Socialista (PS), situada no Largo do Município, quase frontal aos Paços do Concelho, onde nunca governou e contou com a presença de dezenas de apoiantes, desde filiados, simpatizantes, autarcas e convidados, entre eles, o ex-presidente do município vizinho de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia.
A cerimónia de inauguração, que deveria ter lugar a partir das 15 horas, só aconteceu mais de hora e meia depois, por imponderáveis de agenda do secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, ao qual se juntaram o presidente da Federação Distrital do PS de Viseu, Armando Mourisco, a presidente Distrital das Mulheres Socialistas (MS-ID) Fátima Lopes e a deputada Elza Pais, entre outros convidados da região e do país.
A anfitriã, foi Helena Coimbra, presidente da Concelhia de Tondela, pessoa de trato afável e bem conhecida na região.
O ambiente foi de festa na cidade, naquele fim de tarde soalheiro, com a participação do Grupo de Bombos de Molelinhos, dando ensejo às gentes do concelho para se mostrarem alegres, ao mesmo tempo que eram desfraldadas dezenas de bandeiras do partido.
Para Helena Coimbra, a nova sede tem a ambição de ser um ponto de encontro para ouvir e dar voz às preocupações da população, sendo de registar que tal cerimónia contou com a presença de uma das pessoas mais antigas da urbe, com 95 anos de idade, numa das janelas de sua casa, cujo rés-do-chão foi, até há bem pouco tempo, uma das lojas comerciais mais antigas do concelho de Tondela, a “Casa Tamanqueiros”, que disponibilizaria o espaço agora inaugurado.
PARTIDO SOCIALISTA: FORÇA POLÍTICA ALTERNATIVA À AD
No tempo destinado aos discursos, usaram da palavra o presidente da Distrital de Viseu e a presidente da Concelhia de Tondela, com Armando Mourisco a saudar a presença de José Luís Carneiro e a destacar o empenho dos militantes e autarcas socialistas na construção de respostas para as suas comunidades, tendo encerrado, o secretário-geral do PS.
A tónica dominante do líder da bancada socialista na Assembleia da República, frente aos militantes do seu partido, no seu entendimento, prende-se com a ineficácia do governo da AD em resolver os problemas dos portugueses, não só pela falta de futuro de muitos jovens, acesso à saúde e carestia de vida, pelo aumento dos combustíveis, dos preços das casas no mercado imobiliário e as rendas especulativas de imóveis devolutos, com custos insuportáveis, para todos aqueles que têm baixos rendimentos.
No fundo, justificando a crise que se vive nas ruas de Lisboa e do Porto, as cidades mais afectadas pela carência de casas, com milhares de manifestantes a exigir ao Governo aquilo que todos os portugueses acabarão por pagar, através dos seus impostos.
Sobre esse movimento, deixou clara a sua solidariedade para com os manifestantes, mostrando-se disponível para soluções na habitação, rejeitando o “Bloco Central”, mas pedindo “reciprocidade” ao PSD, caso vença as eleições.
Na circunstância, para José Luís Carneiro, que com a abstenção do seu partido na votação do Orçamento para 2027, viabilizaria o documento que, contudo, iria ser discutido na especialidade e, aí, a bancada socialista iria dirimir, ponto por ponto, pela viabilização das propostas que julga mais oportunas.
José Luís Carneiro deixou bem claro, que o PS e ele próprio, se posicionam como as alternativas naturais a um novo ciclo de governação de Portugal, mesmo que o tempo de mandato da AD esteja ainda longe de chegar ao fim.










