Município de Tondela vai reconstruir habitações destruídas com o apoio do governo

António Costa esteve presente no lançamento da empreitada de reconstrução de 94 habitações e 28 anexos destruídos nos fogos de Outubro, cujos custos se elevam a 9,6 milhões de euros

Esta última quinta-feira, dia 8 de Fevereiro, o primeiro-ministro António Costa, deslocou-se a Tondela onde, junto a várias casas destruídas na Adiça, teve oportunidade de assistir ao lançamento da empreitada de reconstrução de habitações permanentes afectadas pelos incêndios.

Três empresas apresentaram os projectos e uma vai avançar com as obras de reconstrução das habitações, que deverão ficar concluídas em finais de Dezembro.

Em Pedrógão Grande trabalhámos sobretudo com empreitadas individuais e aqui vamos trabalhar com grandes empreitadas que façam uma intervenção  sobre um conjunto habitacional”, explicou o governante, que lembrou que os dois grandes incêndios do ano passado destruíram quase 1900 casas, sendo que 480 foram já intervencionadas.

Matas limpas até 15 de Março e municípios têm que actuar

Uma das pessoas afectadas com a destruição da sua casa, foi Hermínia Marques, de 85 anos que, desde os incêndios está alojada em casa de familiares e a António Costa disse que ainda tinha uma pequena esperança que tudo volte a ser como antes. Já António Costa disse que “os fogos de verão apagam-se no inverno”. Por via disso reiterou a importância da limpeza das matas e das árvores em redor das casas, que deve ser feita até ao dia 15 de Março, de modo a aumentar a segurança das pessoas.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara Municipal de Tondela, deixou António Costa claro, de que os municípios terão a seu cargo a superintendência da limpeza das matas, quando os proprietários não o fizerem, mas que não os inibe de pagarem todas as despesas inerentes a esse trabalho.

No local, também estiveram o ministro das Infraestruturas e Planeamento, Pedro Marques e a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, a qual deixou um grande elogio ao presidente da Câmara Municipal de Tondela, pela rapidez e eficácia com que tem trabalhado no seu concelho, em favor daqueles que perderam tudo na voragem dos fogos.

José António de Jesus salientou a tragédia ocorrida em Outubro que “ainda marca, de forma muito impressiva, a memória de todos nós”.

Lembrou que a perda de três vidas humanas, não deixava de se apresentar “como um dos mais nefastos acontecimentos associados a esse incêndio” e que seria escusado relembrar os quilómetros que esse incêndio percorreu, perto de 180 quilómetros quadrados e os danos no sector económico, no comércio e nos serviços, onde se estimam mais de 15 milhões de euros de investimento e mais de 400 viaturas destruídas, as espécies animais que sucumbiram, com especial relevância na avicultura, caprinos e bovinos, além de inúmeras edificações destinadas ao apoio do sector primário, anexos, equipamentos e alfaias agrícolas.

Neste capítulo, como disse, importava referir que foram instruídos mais de 2.300 processos de pedido de apoio, nos montantes estimados até 5 mil euros.

É o momento de agradecer aos autarcas de freguesia e à equipa técnica do município, todo o trabalho que, em parceria, desenvolvemos”, assegurou o autarca e acrescentou: ”mas é igualmente o momento de reconhecimento pela enérgica e diligente intervenção da senhora presidente da CCDRC, da sua equipa e do empenho político e pessoal do governo, personificado no senhor ministro, Dr. Pedro Marques, pela cooperação, pelo espírito de missão a que, hoje, neste acto, demonstramos ter correspondido de forma notável”.

José António de Jesus disse que Tondela foi o primeiro município a estabelecer o protocolo com a CCDRC, a 18 de Dezembro, “para implementação desta estratégica e, um mês e meio depois, concluímos a instrução/avaliação de quase 250 processos, de onde resultaram 174 pedidos de apoio concretizados para primeiras habitações”.

Concelho no 1.º pelotão das exportações

O chefe do executivo tondelense encareceu a importância do concelho que está no primeiro pelotão das exportações da região e que, até 2020, “teremos mais de 1.600 postos de trabalho no sector automóvel e perto de 800 no sector farmacêutico, entre outras áreas de desenvolvimento. Entendemos que a mobilidade, a segurança em que tal se opera e a qualificação das infraestruturas é instrumental para continuar a atrair investimento, cada vez mais qualificado e com ligações aos centros de conhecimento e às universidades”.

Neste pressuposto, o autarca deixa indicações de que o município manterá “uma estratégia de interesse regional, favorecendo o diálogo e a convergência estratégica”.

Todos estes desafios, para o futuro próximo, não nos deixarão, hoje, aqui, de dar este grande exemplo ao país, que desejamos sublinhar, de trabalho conjunto, para que rapidamente possamos ver reerguidas as primeiras habitações dos nossos concidadãos”, concluiu sem que antes não deixasse de reconhecer o trabalho imenso que tinha pela frente, mas que, a partir daquela data, “começa a estar mais próximo do n osso horizonte, que permitirá garantir que até final do ano, tudo façamos para concretizar este desafio imenso”.

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