O Município de Viseu congratula-se com o anúncio feito pelo Ministro da Administração Interna, de que Viseu receberá um dos cinco centros regionais da protecção civil do País.
Viseu torna-se, assim, o terceiro comando regional a ser anunciado, depois de o Governo ter dado a conhecer o de Almeirim para o comando de Lisboa e Vale do Tejo e, em Loulé, para a coordenação do Algarve, faltando conhecer ainda o local de dois centros operacionais.
O facto de ter uma localização privilegiada e ser já um polo significativo de resposta aérea foram alguns dos argumentos avançados pelo Ministro Eduardo Cabrita para justificar o Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato como “o local adequado” para a instalação do comando de protecção civil de toda a Região Centro.
“O nosso aeródromo municipal é hoje uma infra-estrutura atractiva e bem preparada, no sentido de radicar mais serviços de socorro e de protecção civil, para além de actividades económicas”, entende o Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques, sublinhando a certificação desta infra-estrutura “com nota máxima”, pela ANAC.
Para além do comando regional, o Município de Viseu está disposto a assumir maiores responsabilidades no domínio da Protecção Civil, tendo manifestado ao Ministro da Administração Interna disponibilidade para acolher a redundância ao Comando Nacional de Protecção Civil (CNOS).
Na visita desta segunda-feira (27/1) a Viseu, Eduardo Cabrita ficou a conhecer o projecto desenvolvido para a instalação no Aeródromo do CDOS + CNOS alternativo, que será actualizado de acordo já com as orientações da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Almeida Henriques garante que o Município está “disponível para continuar a qualificar o aeródromo, que tem um papel com muito potencial no quadro da cidade-região”, desde que o Estado Central acompanhe esse esforço.
Para o efeito, o Ministro da Administração Interna foi sensibilizado para a importância da construção de três hangares de apoio a toda a estrutura de Protecção Civil, incluindo o INEM, cuja aeronave está a actuar a partir de Viseu, desde que saiu de Santa Comba Dão.
O Município de Viseu congratula-se, por outro lado, com a garantia dada pelo Ministro da Administração Interna do reforço de efectivos nos comandos distritais da PSP e GNR.
TONDELA: Promessas nunca cumpridas pelo Estado
Enquanto isso, dada a carência de efectivos policiais em Tondela, cujo concelho tem três postos territoriais, não existem vozes a reclamar aquilo que, durante o Governo de Cavaco Silva, foi prometido, quando o ministro Dias Loureiro, acabou com a PSP na cidade, com a “ajuda” do Município, que caiu, facilmente, no engodo do ministro.
Além disso, o Estado tem instalações da GNR próprias na vila e Serra do Caramulo, às moscas, enquanto está a pagar renda numa casa em Campo de Besteiros, a seis minutos da cidade.
Em termos policiais Tondela, de facto, está muito mal e a política dita estes disparates incompreensíveis.
Tiraram a polícia e prometeram 200 efectivos para o concelho, numa altura em que estava criado, mas nunca activado, o Posto da GNR de Lajeosa do Dão.
Pergunta-se: quantos efectivos tem hoje o concelho de Tondela?









