Em caso de incumprimento, os proprietários ficam sujeitos a contraordenações com coimas entre os 280 e 120 mil euros.
Terminou este Domingo (31 de Maio), o prazo – que foi adiado por duas vezes devido à pandemia covid-19 – para a limpeza dos terrenos como forma de prevenção dos fogos florestais.
A partir desta segunda-feira, 1 de Junho, a GNR começa a fiscalizar os trabalhos de limpeza da floresta.
No final de Abril, a GNR contabilizava cerca de 24 mil situações de incumprimento na limpeza de terrenos florestais.
Foram efectuadas 12 detenções e identificadas 68 pessoas pela prática do crime de incêndio florestal, tendo ainda sido elaborados 370 autos por contraordenação.
- CONCELHO DE TONDELA:
- Imensos proprietários em incumprimento
Quem se der ao cuidado de calcorrear as estradas que já foram nacionais e agora municipais do vasto concelho de Tondela, quer na serra, quer no vale, verifica, facilmente, que há imensos proprietários de terrenos florestais de pinheiros, eucaliptos e mato, a fazerem ouvidos de mercador às recomendações do Estado para a limpeza das matas junto às povoações e na beira das estradas, continuando tudo a crescer livremente.
Nem mesmo com o espectro de multas pesadas, eles são demovidos de uma passividade que em nada contribui para a defesa da floresta, do ambiente e das próprias populações.
Não é preciso dizer em que localidades se situam. Se for alguém das autarquias dar uma volta pelo concelho, logo saberá onde deixar o papelzinho da coima que, no caso do terreno ser de empresa, poderá atingir os 120 mil euros.
É que nem os 10 metros para cada lado da estrada limpam, quanto mais à beira das habitações.
No que diz respeito aos municípios, vai-se fazendo alguma gestão de combustíveis, mas muito devagar e, por outro lado, a beira das estradas ostenta autênticas “searas”.
O tempo quente está aí e toda essa vegetação e arvoredo, são barris de “pólvora” e, se tudo arder, os prejuízos são muito maiores do que as próprias coimas.








