CENTRO TECNOLÓGICO DE TONDELA PODERÁ ABRIR NO PRÓXIMO VERÃO

O Centro Tecnológico e de Empreendedorismo de Tondela, que começou a ser construído há um mês, deve abrir no próximo verão e, entre os parceiros pretendidos, a Universidade de Coimbra já está confirmada, disse o presidente da Câmara.

“Esta obra começou em 15 de Maio e tem um prazo de execução de 18 meses, mas cremos que é possível antecipar o prazo e o nosso desejo é o de que no próximo verão quer esta obra, quer a frente ribeirinha, estivessem concluídas”, sintetizou José António de Jesus.

No decorrer de uma visita às obras do Centro Tecnológico e de Empreendedorismo de Tondela, na Estrada Nacional 2 (EN2), na antiga adega da Federação dos Vinicultores do Dão, o autarca lembrou que adquiriu o edifício “há cerca de dois anos por cerca de 250 mil euros”.

José António de Jesus esclareceu que o edifício, que começou a ser intervencionado, tem 750 metros quadrados por piso e que irá ser trabalhado ao longo de três pisos, sendo que “no primeiro será aberto para trabalho colaborativo, que permitirá desencadear a existência de vários postos de trabalho, em espaços abertos, de grupo”.

Entre as áreas mais relevantes do concelho, José António de Jesus destacou “o sector automóvel, biotecnologia, transformação agroalimentar e farmacêutica” e defendeu uma “coexistência entre o conhecimento científico e universitário, a investigação, mas também em resposta ao tecido empresarial” da região.

Presente na visita esteve o vice-reitor da Universidade de Coimbra, Luís Neves, com o pelouro dos Recursos Humanos e Financeiros, que se revelou “satisfeito com a materialização do projecto”, que “já conhecia há cerca de três anos”.

Sem querer revelar em que áreas a Universidade de Coimbra poderá intensificar a sua relação com o Centro Tecnológico e de Empreendedorismo de Tondela, Luís Neves admitiu que será “em função das necessidades que sejam identificadas”.

O projecto da autarquia não se esgota no edifício da antiga adega e será construído no antigo armazém e destilaria, uma cafetaria e apoio ao centro e outros equipamentos, como as cinco cubas exteriores que serão transformadas em T1+1 e T1+2 cada uma “para dar resposta a residências artísticas, criativas ou alojamento temporário de investigadores”. 

O autarca de Tondela disse ainda que o espaço “terá ligações pedonais pelo Rio Dinha, pela EN 2, e também ao Parque Urbano e ao centro da cidade através de um corredor de mobilidade suave e de sustentabilidade”.

A obra, cujos custos ultrapassam os 2,5 milhões de euros, tem uma comparticipação do FEDER, na ordem de 1,8 milhões de euros. A edificação da Frente Ribeirinha ainda não foi adjudicada e, quando concluída, a autarquia dará satisfação aos anseios dos tondelenses que, entre outras praias emblemáticas do passado, sempre tiveram, na zona da ponte, um local estuante de vida, através das típicas lavadeiras e da rapaziada que para ali ia tomar o seu banho e dar o seu mergulho.

Dizer que o rio Dinha não tem sido respeitado, pois alguns tratam-no como coisa sua fosse. É só ver o que se passa a montante, na zona dos Pisões. Além de que o arvoredo tudo invadiu, mais parecendo uma “floresta” e, por falta de um açude, a água perde-se, ficando transformado num autêntico “regato” em anos de pouca pluviosidade.

É tempo de dar dignidade ao Rio Dinha.