VOLUNTÁRIOS DA JUST A CHANGE NA RECONSTRUÇÃO DE CASAS EM TONDELA DE FAMÍLIAS CARENCIADAS

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Com o fim de ver, in loco, a maneira como estão a decorrer os trabalhos de reconstrução de quatro habitações de famílias carenciadas no concelho, o Presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus, deslocou-se na manhã de quinta-feira, dia 25 de Agosto, às freguesias da Lajeosa do Dão, Lobão da Beira e a Canas de Santa Maria e, para tanto, convidou os órgãos da comunicação social da região.

A primeira das casas visitadas, foi a do Renato e situa-se na Vila de Lajeosa, onde compareceu o seu Presidente, Fernando Figueiredo, tendo José António de Jesus, no local, feito o ponto da situação sobre a dimensão dos trabalhos.

Ainda na freguesia de Lajeosa, mas na povoação do Penedo, foi visitada a casa da família Gouveia, seguindo-se, depois, a casa de Adelino Duarte, no Casal, em Lobão da Beira.

Finalmente, a quarta habitação situa-se na povoação do Casaínho, ali mesmo, pegada a Santa Ovaia de Baixo, onde habitam a Isabel, o Luís Correia e a filha Catarina.

A Just a Change, como se sabe, movimenta centenas de voluntários em todo o país e que, em vez de se divertirem ou irem para férias, preferem ajudar quem precisa e, neste caso, pessoas carenciadas, sem meios que lhes permitam realizar as obras que as suas habitações necessitam, algumas sem casas de banho ou água quente, ou mesmo electricidade.

  • A REABILITAÇÃO EMOCIONAL DAS FAMÍLIAS APOIADAS

 Para tanto, este movimento de bem-fazer conta com o apoio de várias instituições, fundações, municípios, juntas de freguesias, associações locais e IPSSs.

No caso das quatro habitações em recuperação, a organização contou com a inestimável ajuda da Fundação António Braz, com 16.000 euros (4.000 por casa) e já o tinha feito em 2020 em relação a outras habitações degradadas e o Município de Tondela, com 40.000 euros,

Este campo de voluntariado, contou com 32 voluntários, que se disponibilizaram em trabalhar desde o dia 13 até ao dia 29 de Agosto, numa autêntica corrida contra o tempo, dado o grande volume de obras a executar.

Os casos apresentados para melhoria de habitação, foram seleccionados entre o levantamento feito através da ELH e sinalizados pelos presidentes de Junta, depois da devida verificação e avaliação social por parte da equipa de acção social do Município, de onde resultou um relatório social, identificando as necessidades da intervenção.

Nestes trabalhos inestimáveis, de apoio a quem precisa, valoriza-se o espírito de partilha, colaboração dos voluntários e famílias que têm um forte incremento na reabilitação emocional destas pessoas, além, naturalmente, da reabilitação das habitações.

Deram ainda o seu apoio logístico, a Escola Profissional de Tondela, a Associação Cultural Recreativa Desportiva do Vinhal (Lajeosa) e o Centro Paroquial de Canas de Santa Maria.

  • A REABILITAÇÃO DE CASAS MUDA A REALIDADE DE QUEM NELAS VIVE

Nos esclarecimentos prestados à comunicação social, a Just a Change, através do seu colaborador José Afonso, fez um balanço “muito positivo” do trabalho deste verão em Tondela, que culmina, como se disse, com a reabilitação de 4 casas, num total de 22 desde o início do projecto, que decorre em vários pontos do concelho, feita por jovens voluntários.

“Passámos de quatro para doze campos, em comparação com o ano passado, porque tivemos maior mobilização de voluntários e de parceiros locais. Tem sido uma mobilização fantástica”, como contou.

Durante estes campos de verão, que este ano começaram em Julho e terminam em Setembro, os voluntários da Just a Change reabilitam casas de forma a mudar a realidade de quem nelas vive.

“A pandemia chamou a atenção de todos para a importância da casa. O nosso trabalho este ano é particularmente importante”, frisou o responsável, contando que houve famílias “que este ano passaram a ter uma casa de banho e um telhado em condições, janelas novas e espaços para os filhos estudarem com mais condições”, sublinhou José Afonso.

Em Tondela, encontram-se actualmente 40 voluntários, a trabalhar em quatro casas.

“Um telhado completamente podre, uma casa que não tinha casa de banho e um adolescente que não tinha um quarto próprio” são algumas das situações que estão a ser resolvidas no concelho de Tondela, de acordo com Pedro Frade, gestor de projecto da Just a Change. Segundo o responsável, o valor médio investido em cada casa varia entre os oito e os dez mil euros, beneficiando a economia local.

  • A DIMENSÃO HUMANA E A CAUSA SOCIAL

Por seu lado, o presidente da Câmara de Tondela adiantou que o apoio da autarquia neste projecto ronda 40 mil euros, para além dos cerca de 16 mil euros da Fundação António Braz mas, o mais importante, segundo José António de Jesus, é “a dimensão humana e a causa social”.

“Os serviços do Município identificam algumas famílias que precisam de ajuda e a autarquia disponibiliza alojamento, em parceria com as Juntas de Freguesia, proporciona as condições de refeição, paga a generalidade dos materiais de construção aplicados nestas intervenções e depois há o voluntariado”, disse o autarca de Tondela.

Alcanena, Óbidos, Sever de Vouga (por duas vezes), Faro, Loulé, Alandroal, Portimão, Lagoa, Vila Pouca de Aguiar, Tondela e Torres Vedras foram os concelhos escolhidos para os campos deste verão.

Esta é a sétima edição de um projecto que teve início em 2015 e que já aumentou em cerca de 800% o seu volume de intervenção.

  • A JUST A CHANGE

A Associação Justa a Change é uma associação sem fins lucrativos que reconstrói casas de pessoas carenciadas em Portugal. Até ao dia de hoje, a Just a Change reconstruiu centenas de casas e instituições, tendo mobilizado milhares de voluntários dentro e fora do país.

Têm como missão reabilitar casas sem telhados, janelas e portas. Casas onde não há água quente nem electricidade.

“Reconstroem vidas porque levam voluntários carregados de alegria e esperança a casa das pessoas. Reconstruem vidas porque dão esperança a quem já não a tinha e porque mobilizam a comunidade na ajuda e recuperação dos seus”.

A equipa da Justa a Change, numa brochura de cerca de 100 páginas distribuída naquele dia, diz esperar “transmitir a urgência que existe em enfrentar o problema da pobreza habitacional e lançar o desafio a todos para que se juntem a esta causa”.

ZÉ BEIRÃO