20 ANOS A TRATAR OS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS no Planalto Beirão

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O Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) celebrou, em 21 de Maio, os seus 20 anos de actividade em prol da gestão de resíduos sólidos urbanos produzidos.

Durante a cerimónia, que decorreu ao final da manhã, no anfiteatro da instituição, onde, para além de Mário Loureiro e José Maria Portela, respectivamente, presidente e administrador da empresa intermunicipal, marcaram presença os autarcas dos 19 municípios associados dos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra, o secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, Helena Azevedo, directora do POSEUR e o vice-presidente da CCDRC, Veiga Simão.

Na circunstância, o presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António de Jesus, teve a oportunidade de destacar que, ao longo destas duas décadas, “este Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos já fez muita história”.

NOVOS INVESTIMENTOS DUPLICAM A RECOLHA SELECTIVA

“Este é um centro de referência, de inovação, numa ambição continuada de compromisso com os valores ambientais da sustentabilidade e da valorização de toda a cadeia de tratamento”, referiu o autarca, para acrescentar: “ Quem hoje entra neste Centro de tratamento encontra uma estratégia bem delineada”.

Ao longo da sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Tondela aludiu aos novos investimentos que estão em curso e que vão duplicar a recolha selectiva.

“Quando estávamos neste exigente processo, eis que fomos confrontados com a terrível catástrofe de Outubro de 2017, que obrigou a novos e elevadíssimos investimentos. Um investimento de mais de 6 milhões que, de um dia para o outro, se tornou inadiável face à dimensão da tragédia”, recordou.

MAIS SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

De acordo com o autarca, também anfitrião nesta jornada de festa, de sucesso e de convívio, a história desta instituição “faz-se também a olhar para o futuro”.

 “A pensar na valorização de toda a cadeia de produtos, na economia circular, na valorização da fracção resto (eliminando parte significativa da deposição em aterro), na valorização energética dos CDR, na liderança estratégica, olhando para esta unidade como um centro de referência agregador e potenciando respostas que podem ser soluções adequadas para outros CTR de média dimensão que gravitam no nosso perímetro geográfico”, sublinhou e concluiu: “Creiam que estaremos na primeira linha para vencer estes desafios, só possíveis se os recursos públicos estiverem ao nosso alcance para promovermos mais sustentabilidade ambiental, mas com custos compatíveis com as exigências económicas do nosso país e dos municípios que integram esta associação”, sustentou José António de Jesus.

O 2.º MAIOR PROJECTO EM PORTUGAL NA ÁREA DOS RESÍDUOS

O presidente do Conselho Executivo da AMRPB e também presidente do Município de Tábua, Mário de Loureiro, prometeu continuar a trabalhar com a mesma determinação de sempre, contando com o contributo dos cidadãos dos 19 municípios associados.

Já a presidente da Comissão Directiva do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), Helena Azevedo, destacou “a motivação que aqui se sente para concretização da obra e alcançar de metas, que não é comum, para além da capacidade que vêm demonstrando em aproveitar fundos comunitários em prol do seu desenvolvimento”.

Ao longo da sua intervenção aludiu também ao grande investimento que está a ser realizado, na ordem dos 16 milhões de euros. “É o segundo maior projecto em Portugal na área dos resíduos”, apontou. 

RESÍDUOS COMO RECURSOS A VALORIZAR

O vice-presidente da CCDR-C, Veiga Simão, aludiu ao pós-incêndios de Outubro de 2017 e a toda a solidariedade institucional que se gerou, não tendo dúvidas de que este será “um case study”, especialmente no que se deixa às próprias instituições, de forma a que venham a ser melhores no futuro.

“O exemplo da nossa solidariedade e do nosso trabalho é algo que em 56 anos pouco vi em Portugal e na região centro, isso aconteceu. Também a todos do Planalto Beirão que foram inexcedíveis no dia do incêndio, se calhar deixando as suas casas e famílias em situação complicada, para virem defender o seu posto de trabalho”, frisou.

No seu entender a Associação do Planalto Beirão tem todas as condições para se afirmar a nível nacional, reforçando a sua intervenção com um novo olhar para os resíduos como sendo recursos que devem ser valorizados.

 Culminou afirmando que “os incêndios, sendo uma fatalidade, foram uma oportunidade para melhorar ainda toda a capacidade instalada e tem todas as condições para abraçar agora o paradigma da economia circular”.

A fechar, o secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, apontou que estes 20 anos foram de consolidação para esta estrutura, sendo um privilégio marcar presença na celebração de “quem faz um trabalho tão importante na área dos resíduos urbanos”.

“Em 20 anos acompanhou sempre a evolução do sector dos resíduos, tendo hoje um verdadeiro ecoparque, ao nível do que melhor se faz na Europa”, concluiu.

Depois do almoço volante, nas instalações administrativas e sociais, foi empreendida uma visita técnica às instalações do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos