MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO PLANALTO BEIRÃO com 18 milhões de euros para melhorar ambiente

Depois da tragédia dos incêndios de 2017, que também atingiu as infraestruturas de Barreiro de Besteiros, em Tondela, a AMRPB, que soube reerguer-se, está a melhorar o ambiente nos 19 municípios envolvidos

Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Mangualde, Oliveira do Hospital e Sátão, são os que, para já, vão ver esses ecopontos instalados.

Para tanto, a AMRPB apresentou, em devido tempo, uma candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) para a execução deste projecto ambiental que, no seu todo, ronda os 18 milhões de euros.

AUMENTAR A RECOLHA SELECTIVA E DIMINUIR A DEPOSIÇÃO EM ATERRO

Em sessão, a que presidiu Leonel Gouveia, chefe do executivo santacombadense, o administrador da AMRPB, José Portela, leu pormenorizadamente os termos do projecto de investimentos, tendo Mário Loureiro, referido que o objectivo “é aumentar a recolha selectiva e diminuir drasticamente a deposição em aterro”, ou seja, contribuir para atingir as “metas ambientais do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2020 (PERSU)”.

Deste modo, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, a cujo conselho executivo preside Mário Loureiro, também presidente do município de Tábua, assinalou, no início desta semana, nos Paços do Concelho de Santa Comba Dão, a entrada em funcionamento dos ecopontos semi-enterrados e enterrados, instalados em 5 municípios.

A operação, nos 19 municípios, inclui uma série de investimentos, uns já realizados e outros por concretizar, nomeadamente, a aquisição de 14 novas viaturas pesadas de recolha, requalificação e modernização de duas centrais de triagem que tinham ficado destruídas no incêndio de Outubro de 2017, instalação de 1.545 ecopontos de superfície até 2020, 77 ecopontos semi-enterrados e 188 enterrados, além da implementação de um plano de sensibilização junto da população.

 “RESÍDUOS: UMA OPORTUNIDADE E NÃO UM CUSTO”

“Fizemos uma candidatura de referência a nível nacional que nos orgulha e que vai trazer melhorias na recolha selectiva de resíduos”, destacou Mário Loureiro. Na sua opinião, “os resíduos têm de ser vistos como uma oportunidade e não como um custo”.

Dessa forma, os resíduos domésticos que são depositados no aterro do Borralhal, já estão a ser utilizados há alguns anos para produção de biogás, na central de valorização orgânica, que depois é recolhido e injectado na rede de energia eléctrica nacional.

O representante do PROSEUR , Pedro Cardoso, revelou que este “é o segundo maior projecto” em Portugal continental na área da gestão de resíduos e recolha selectiva e representa o “maior montante do Fundo de Coesão já validado”, sendo a taxa de execução “bastante boa”, como disse, revelando que até teve dúvidas se a AMRPB tinha capacidade para executar estes montantes, mas percebendo, logo, que tinha. “Esperamos que continue com este bom ritmo”, elogiou.

Mário Loureiro espera que as 350.000 pessoas dos 19 municípios possam ter orgulho neste projecto que, além de trazer mais qualidade de ambiental, também tem uma componente estética mais citadina.

Em Santa Comba Dão, entraram em funcionamento cinco ecopontos semi-enterrados e serão instalados 35 ecopontos de superfície (12 dos quais já colocados), sendo a comparticipação de cada município neste investimento, de 15%, sendo certo de que, ali, o investimento foi de 115 mil euros.

No dia 21 de Maio, a AMRPB assinala 20 anos e estará de portas abertas para dar a conhecer os novos investimentos.

FOGO DESTRUIU CENTRAIS DE TRIAGEM

O grande incêndio de 15 de Outubro de 2017 destruiu as duas centrais de triagem da AMRPB, o que criou imensos problemas à associação, que não tinha para onde enviar os resíduos, tendo de recorrer a uma empresa fora do concelho de Tondela e, mesmo assim, a recolha foi muito prejudicada no verão de 2018. Mário Loureiro garante que esses problemas não se vão repetir no futuro, visto que as duas novas centrais de triagem estarão a funcionar a 100%, dentro de algumas semanas.

Para tanto, tiveram que ser investidos mais de 6 milhões de euros “e evitámos uma catástrofe ambiental”, salienta e afirma que “provámos que esta é uma região forte, que merece continuar a ser apoiada e que consegue dar destino aos dinheiros dos fundos comunitários como deve ser dado, ou seja, contribuir para que o nosso país tenha mais qualidade de vida, melhor ambiente e que esta seja uma zona de referência”.

 

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