TONDELA: MAIS CIDADE EM 2019!!

Completaram-se, no dia 18 de Dezembro, 31 anos sobre a elevação da vila de Tondela à categoria de cidade, um evento que surpreendeu os tondelenses, pois eles estariam longe de supor que, algum dia, a sua terra pudesse ascender a tamanha distinção.

Para tanto, valeram as propostas dos partidos políticos com assento na Assembleia da República em 18 de Dezembro de 1987 que, naturalmente, não lhe regatearam os pressupostos que aglutinaram vontades em torno de uma realidade económica e social, que se afirmava no panorama autárquico regional e do país no seu todo.

Embora insipiente, a vila, por essa altura, dava sinais de que queria ir mais longe na sua condição de urbe em crescendo. Além do mais, tal distinção, funcionava como um desafio à capacidade empreendedora dos tondelenses, para um território de bem-estar, com mais visibilidade do virar do século.

E aí está. Trinta e um anos depois, a cidade vem crescendo, ainda mais, com os olhos postos num futuro perfeitamente ao seu alcance, em todos os domínios e isso fica a dever-se a autarcas com a visão rasgada de que, para crescer, é necessário investir e apostar em políticas voltadas para as pessoas, com intervenção na saúde, no ensino, na economia, no empreendedorismo, no urbanismo, na habitação e na promoção dos produtos locais, com um foco deliberado na oferta turística, estimulando o investimento e a atracção de fixação de pessoas e empresas.

Neste pressuposto, é curial que olhemos, com olhos de ver, para os problemas que, ainda, devem ser corrigidos, até porque, para alindar, não são necessárias fortunas do erário público.

Para além do que aquilo que já se fez e o que se propõe fazer, a cidade quer mais e melhor luz, mais sinais luminosos, mais ruas e avenidas, mais rotundas, mais e melhor toponímia, mais defesa e segurança dos peões e medidas que travem as grandes velocidades de certos “Fângios” que, a altas horas da madrugada, se esbarram contra candeeiros de iluminação pública, sinais luminosos e outras estruturas, só porque beberam mais do que aquilo que deviam.

Por outro lado, não é descabido pensar em resgatar a secção da GNR que já teve, nos anos 30 do século passado e que, agora, se denomina de Destacamento Territorial, em face da grandiosidade do concelho e do seu maior volume de serviço em relação aos concelhos vizinhos. 

Também na Justiça, o Tribunal da Comarca deveria voltar a ter a categoria que já teve, antes da “Troika” lhe retirar competências e a diminui-lo com a nova designação de Tribunal de Instância Genérica, comparando-o a qualquer concelho com cinco ou seis mil habitantes.

Por outro lado, impõe-se que certas obras programadas, avancem de uma vez por todas, na melhoria dos acessos e do urbanismo, como são os casos das novas ruas em volta do cemitério e ligando à nova Avenidas das Comunidades e ao Estádio João Cardoso, a ligação da urbanização do Chaves, também à avenida nova, a ligação da Rua Frei Bernardo Castelo Branco, por Travessa, à Avenida Sá Carneiro, a requalificação da Rua Viscondessa de Tondela, a conclusão da Avenida Ao Tom Dela e por aí fora.  

E, finalmente, pensar-se no ensino superior, com promessa nunca cumprida, na medida em que era tempo de formar quadros superiores, para suprir falhas no tecido empresarial da região, que é muito forte. E não é preciso uma universidade, mas tão só, um politécnico virado para a zootecnia, a agro-pecuária, o turismo e a restauração, o ambiente e a indústria transformadora.

Diz-se que, sonhar é fácil, mas se nunca ninguém sonhar, o mundo não pula e avança, no dizer do poeta…

Portanto, sonhemos, que não é pecado nenhum, com o sentimento de que esses sonhos poderão ser uma consoladora realidade, se o homem quiser…

ZÉ BEIRÃO

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