AO TOM D’ELLA

Escultura de Yuraldi Rodriguez Puentes

INVESTIR EM TONDELA ESTÁ NA MODA

Face ao volume de investimentos que se têm verificado nesta terra de Besteiros, nos mais variados sectores da economia, fácil é concluir que estamos em presença do caminho mais seguro, não só para o presente da cidade e do concelho, mas também e com maior ênfase, para o seu futuro a curto e a médio prazo.

Tondela está a mexer e a mexer bem e isso nota-se, à primeira vista, no ramo da construção civil e do imobiliário, como por outras vezes tenho lembrado, mas também noutras actividades comerciais, industriais, serviços e restauração que, ao longo dos anos, aqui nascem, crescem e fortificam o tecido empresarial da região.

Um 3.º edifício está em construção neste local

Fortes investimentos, na ordem dos seis milhões de euros, estão a ser aplicados na edificação da “Cidade Desportiva” do Clube Desportivo de Tondela, onde serão criados vários campos relvados, acomodações administrativas e hoteleiras, para além de outras infraestruturas que um centro de estágios pode acomodar, ao nível dos grandes emblemas nacionais.

Finalmente, já se vai falando à boca pequena, que, a breve trecho, a cidade irá ter um novo hotel, na justa complementaridade do que já existe, mas que, em certa medida, se tem revelado insuficiente, para que não seja necessário recorrer à hotelaria de terras vizinhas e de fora do concelho.

Investimentos de mais de 100 milhões de euros !!

A dar maior ênfase ao que aqui fica exarado, dizer que o presidente do Município de Tondela, José António de Jesus, no âmbito do Feriado Municipal de 16 de Setembro, anunciou, a quem o quis ouvir, que 12 empresas sedeadas no concelho de Tondela, estão a concretizar investimentos superiores a 95 milhões de euros que criarão cerca de 500 postos de trabalho.

Essas empresas, bem conhecidas e já em actividade na região, investem, assim, fortemente, nas áreas dos produtos alimentares, agrícolas e florestais, acessibilidades rodoviárias, abate e comercialização de aves e outros animais, transformação de produtos de pesca, construção, energias renováveis, reciclagens e farmacêutica.

Em tempo de pandemia da Covid-19, o autarca disse tratar-se de uma prova de resiliência, fomentando uma esperança inquebrantável no futuro de Tondela, obrigando-se a enaltecer a forte dimensão empreendedora desses empresários que, desta maneira, querem continuar a criar riqueza, enquanto tantas outras, no país, vão ficando pelo caminho.

O autarca em apreço, lembrou, mais uma vez, os investimentos que, na esfera da autarquia que dirige, estão em curso na Zona Industrial de Tondela, na Adiça, com custos de cerca de três milhões de euros e na edificação do Centro Tecnológico e de Empreendedorismo, que atingirá os 3,2 milhões de euros.

Igualmente, a breve trecho, arrancará a já tão falada “Frente Ribeirinha”, com a requalificação de uma zona degradada que, até agora, não tem dignificado a cidade, afinal num local carregado de história e de simbolismo, lembrando uma das saudosas praias fluviais daquele curso de água, com as típicas lavadeiras do passado, o lagar de azeite, movido por uma azenha, os moinhos de farinar e os fornos de lenha, sem esquecer, uma fábrica de ferramentas (Fábrica Gorila), o velho matadouro que no final do século XIX e primeira metade do século XX, debitava todas as vísceras dos animais abatidos para a linha de água.

O rio, hoje, está transformado num ténue fio de água, por falta de um competente açude, onde o arvoredo, inexplicavelmente, cresce livremente, nos dois lados da ponte de pedra de 1862, requalificada e alargada em 2006.

A juntar a isto, estará, também, a ampliação da Zona Industrial de Santiago de Besteiros, no Lajedo e a futura ligação rodoviária deste local para Tondela, passando ao lado da Ribeira e de Molelos e desembocando na actual EM 627, junto ao nó central do IP3, na cidade.

Arquivo

Na referia sessão pública de apresentação de novos investimentos, sob o mote de “TONDELA FUTURO. Hoje. Todos os dias”, na qual participou Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, Tondela “é um bom exemplo de aplicação de fundos europeus, aludindo ao investimento que está a ser realizado nas zonas industriais”.

Para a representante do Governo, Tondela dificilmente se pode considerar interior, porque apostou na inovação e nos postos de trabalho qualificado, o que é fundamental, sendo essa a via da competitividade e do sucesso.

Tondela, a cidade, tem de ser, também, ao nível do urbanismo, uma terra de sucesso. Algo se tem feito, mas muito há ainda a fazer, para que Tondela seja, cada vez mais, uma região de bem-estar, como quer que seja o Município de Tondela e o seu presidente.

ZÉ BEIRÃO